II – Morte
Jessica era a única filha do presidente da câmara da Transilvânia. Era uma jovem esbelta e belíssima, com pele cor de leite e cabelos de cachos dourados; os seus grandes olhos verdes realçavam as faces rosadas. Estava apaixonada por Zé Martim, o filho mais novo do cangalheiro da aldeia, que começara há pouco a seguir os passos do pai no negócio; Martim também a amava e planeavam casar-se, assim que se estabelecesse na vida.
Nessa noite, Jessica chorava; Drácula não sabia, mas o pai de Jessica tinha morrido nessa tarde. Jessica e a mãe, a Dona Francisca, choravam desconsoladamente junto ao caixão aberto na sala de estar da mansão da família, enquanto Martim tentava consolar as duas; todos os habitantes da aldeia (cerca de trinta) assistiam ao velório:
- Ai, o meu rico marido!
- Oh, mãe!
- Ai, que era tão bonzinho!
- Mãe!
- Ai, que será agora da minha vida!
- Mãezinha!
- Ai…
Martim interrompeu-as, tentando consolá-las:
- Dona Francisca, Amorzinho, o Dr. Galhão foi para um sítio melhor,
está junto de Deus.
A Dona Francisca Galhão irrompe novamente num pranto:
- Ai, o meu rico Fonseca!
- Mamã!
- Jessica!
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